Paulo Freire, Patrono Oficial da Educação no Brasil

Paulo FreireO Diário Oficial da União publicou na segunda-feira, 16 de Abril, a lei que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. O projeto de lei foi aprovado por unanimidade no início de Março pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto do Senado
Paulo Freire foi educador e filósofo. Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial, influenciou o movimento chamado “pedagogia crítica”. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que tem o seu nome, desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político.

Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação aos sectores desfavorecidos da sociedade, levá-los a entender a sua situação de oprimidos e a agir em favor da própria libertação.
O principal livro de Freire intitula-se precisamente “Pedagogia do Oprimido” e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto da sua obra. Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a “criticidade” dos estudantes, Freire condenava o ensino oferecido pela grande maioria das escolas (isto é, as “escolas burguesas”), que ele qualificou de “educação bancária”. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num estudante apenas recetivo, dócil.
Por outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que aquela que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. “A sua tónica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade”, escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os estudantes ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.

“O educador Paulo Reglus Freire (1921-1997) é conhecido por muitos brasileiros, principalmente os professores. Ele delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo e das consideradas classes oprimidas, na tentativa de torná-las elucidadas e conscientizadas politicamente. Suas contribuições atingem muitas áreas do conhecimento, no entanto se destacam os trabalhos inovadores no campo da educação popular. A alfabetização e o esclarecimento político de jovens e adultos operários influenciaram teorias científicas e filosóficas, além de movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB), do MST, entre outros.

Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921, na Estrada do Encanamento, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Filho de Joaquim Themístocles Freire e Edeltrudes Neves Freire, teve três irmãos. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância, durante a depressão de 1929. Essa experiência o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir sua “compreensão ético-político-crítica da educação”, como preferia nomear a sua Teoria. Dessa compreensão surgiu seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África, sendo um intelectual respeitado nas Academias de todo o mundo. Recebeu 39 títulos de Doutor Honoris Causa e mais 4 títulos acadêmicos honoríficos de universidades brasileiras, européias e americanas.

O pesquisador casou a primeira vez em 1944, com Elza Maia Costa de Oliveira. Conheceu-a ao dar aulas particulares de língua portuguesas quando ela se preparava para o concurso de professor do Estado de Pernambuco. Ela faleceu em outubro de 1986. Já em 27 de março de 1988, o educador casou-se com Ana Maria Araújo Hasche, conhecida pelo apelido "Nita". Eles se conheciam desde a infância de Nita, que também foi sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.

Freire morreu de um ataque cardíaco, em 2 de maio de 1997, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido à sua pressão alta e complicações do cateterismo a que se tinha submetido.
In: http://direitoshumanosmt.blogspot.com.br/2012/04/paulo-freire-patrono-da-educacao-do.html
Para saber mais sobre este tema, ler o artigo: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/paulo-freire-patrono-educacao-682577.shtml
 

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