Aprender em Cursos Abertos na NET para Todos - MOOC

MOOCs

O termo MOOC (Massive Open Online Course) significa cursos online abertos e em massa.
O MOOC nasceu em 2008 pelas mãos de Dave Cormier (Universidade de Prince Edward Island – Canadá) e desde então, os cursos online têm vindo a crescer substancialmente e já são várias as instituições conceituadas de ensino superior que disponibilizam este tipo de ensino. Entretanto já foi lançado, simultaneamente no Brasil e em Portugal, o primeiro MOOC em língua portuguesa. Para quem não tem acompanhado este movimento, divulgamos aqui algumas pistas para compreender melhor as suas potencialidades e algumas das instituições que desenvolvem MOOCs.

Conheça as plataformas MOOC: feitas para ensinar milhares
Artigo escrito por por Aline Aurili no site Instituto Claro (Brasil) - Novas tecnologias, novas formas de aprender
Os MOOCs têm se disseminado por meio de diversas plataformas espalhadas pelo mundo, como o Coursera, o Udacity e o OpenClass, atraindo milhares de adeptos.
O que diferencia um MOOC de uma iniciativa tradicional de EaD – Ensino a Distancia é principalmente a abrangência. Como o nome indica, os MOOCs são pensados para atender a um número massivo de estudantes, além de ser majoritariamente gratuitos e de curta duração.
O modelo vem sendo aplicado pelo educador João Mattar e o português Paulo Simões, com o projeto MOOC EaD, que organiza a história da EaD no Brasil utilizando os recursos de timeline do Facebook. Segundo Mattar, uma das principais características do projeto é tentar remontar o conceito dos primeiros cursos da modalidade, que tinham como base a interatividade e a colaboração entre os alunos.
“De alguns anos para cá o objetivo se tornou alcançar o maior número de alunos possível e os cursos acabaram se voltando mais para o conteúdo do que para a colaboração”, explica o pesquisador, sobre a mudança que ocorreu entre a primeira e a segunda geração de MOOC no mundo. Já na primeira fase do projeto brasileiro a interatividade foi forte, principalmente pelas redes sociais. 
O caminho ainda é longo para que este campo se desenvolva no país, mas Mattar acredita que deve haver maior visibilidade neste ano, inclusive com mais cursos desenvolvidos no MOOC EaD. “As universidades ainda estão se acertando com a questão da Educação a Distância e é preciso quebrar algumas burocracias para o surgimento desses cursos”, acrescenta. 
Aprender na Net é possível
Reportagem do programa Learning World divulgada em português no canal Euronews
Cada vez mais, as universidades estão a apostar na Net, introduzindo os cursos online abertos e em massa, (MOOCs), que dão aos estudantes acesso às aulas e recursos. Mas será que estes cursos estão a substituir a experiência no campus?
François Taddéi é diretor do Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Paris e também do Instituto de Pesquisa Médica e tem falado sobre a necessidade de inovar no ensino superior em França. A repórter Aurora Vélez foi ter com ele.
Os modelos educacionais não são rígidos, nem mesmo numa instituição sólida como Harvard. Há três grandes MOOCs e estão todos nos Estados Unidos: Coursera, Udacity e edX. Este último foi lançado há um ano pela Ivy League University juntamente com o Massachussets Institute of technology (MIT). É um curso online aberto e em massa – literalmente em massa. As 105 aulas de física do professor Lewin foram vistas online por dois milhões de pessoas.
Para as escolas que se adaptam, a aprendizagem online pode melhorar a educação e baixar os custos. A Brigham Young University, no estado do Idaho, é, à primeira vista, igual a muitas outras universidades mas nos últimos anos sofreu uma metamorfose. Os programas foram melhorados graças à aprendizagem online. As propinas pararam de crescer e o número de estudantes cresceu dos 11 mil em 2002 para os 18 mil atuais.
MOOC: Quando as aulas são online e pode-se aparecer a qualquer hora
Artigo escrito por Alexandra João Martins e Diogo Martins em Jornalismo Porto Net (JPN) é o jornal digital da Licenciatura em Ciências da Comunicação)
O termo MOOC - "Massive Open Online Courses" - nasceu em 2008 pelas mãos de Dave Cormier (Universidade de Prince Edward Island - Canadá), aquando do curso "Connectivism and Connective Knowledge", liderado por George Siemens (Universidade de Athabasca - Canadá) e Stephen Downes (National Research Council do Canadá).
Desde então, os cursos online têm vindo a crescer substancialmente e já são várias as instituições de ensino superior conceituadas que apoiam este tipo de ensino. Veja-se, por exemplo, as universidades da Pensilvânia, de Stanford e da Califórnia, nos EUA. Por outro lado, o MIT e Harvard optaram por criar o EDX, uma plataforma específica para o efeito. Já em Portugal, o e-learning gratuito ainda não é uma realidade.
Poder ir às aulas a qualquer hora
Amílcar Rodrigues, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), frequenta a plataforma Coursera. Conheceu o projeto através da própria web, "logo após o Coursera ganhar o prémio de melhor startup do ano 2012", e decidiu inscrever-se por existirem cursos em áreas pelas quais tem "algum interesse", nomeadamente "cinema e música". Estudante de Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, Sara Rodrigues vê os cursos disponibilizados como um complemento. "Inscrevi-me em outros MOOC para estudar áreas que me interessam e que não se acham abrangidas na licenciatura que fiz", afirma.
A impessoalidade e a falta de meios eram dois dos maiores receios de Sara, contudo, foi surpreendida. "Tinha simultaneamente um ou outro professor da licenciatura a dizer que lhe era humanamente impossível acompanhar o trabalho de 27 alunos e, ao mesmo tempo, o professor do MOOC, que tinha dois mil alunos online, que frequentemente respondia a observações dos fóruns, lia os comentários de cada aluno, analisava os trabalhos e ainda conseguia fazer uma seleção de comentários", conta a estudante. Para Amílcar, a preocupação prendia-se com o horário, sendo uma vantagem não existir, "propriamente, uma hora para assistir às aulas". 
Dificuldade de interação e de avaliação
O Professor Alberto Cairo, do Knight Center for Journalism in the Americas, realça o fator flexibilidade "tanto para estudantes quanto para instrutores". No entanto, aponta "a dificuldade de interação e de avaliação" como "desvantagens óbvias". Para Cairo, o grande desafio consiste em "dar feedback personalizado e imediato" aos utilizadores. Quanto ao reconhecimento destes cursos no mercado de trabalho, garante que possa ser equivalente aos certificados de cursos presenciais quando providos, por exemplo, pela "Universitat Oberta de Catalunya, uma instituição pública de ensino online na Espanha", onde trabalha. O caso muda de figura se se tratar de um curso online massivo, "pelo menos por enquanto, até desenvolver métodos de avaliação e controlo de qualidade de aprendizagem adequados".
Amílcar Rodrigues relembra que os MOOC "ainda estão numa fase embrionária", mas acredita que possam "vir a fazer concorrência às universidades físicas". Por outro lado, Sara ressalva a importância do conhecimento em detrimento das "motivações laborais".
O futuro é incerto. No entanto, as opiniões de Sara e Amílcar convergem, uma vez que ambos admitem continuar a frequentar os cursos caso começassem a ter custos de participação. No que diz respeito à possível substituição dos convencionais cursos das universidades pelos MOOC, Alberto Cairo refere que tal não deve acontecer, isto porque se apresentam com um formato bastante próprio e que servem como complementares às tradicionais graduações.
Uma revolução chamada MOOC
Artigo escrito por Armando Vieira (físico e empresário) no Blog De Rerum Natura (Sobre a Natureza das Coisas)
A Internet tem vindo a revolucionar a forma de trabalhar e comunicar. Chegou a vez de revolucionar aquele que, paradoxalmente, é dos sectores que menos mudanças tem sofrido: o ensino. O cenário é conhecido desde há cerca de 100 anos: uma sala, um quadro, um professor, alunos, manuais e exames.
Porém os custos cada vez maiores das propinas tornam proibitivo o acesso às melhores escolas. É que o modelo de ensino tradicional tem um problema: não é escalável. Se duplicarmos o número de alunos teremos de duplicar os recursos humanos.
Porém a tecnologia veio permitir mudar radicalmente as regras do jogo. Recorrendo a vídeos de alta qualidade, tutoriais ou apresentações Powerpoint distribuídas em plataformas abertas através da Internet, o modelo de ensino tornou-se subitamente escalável, e assim acessível a baixo custo, em muitos casos gratuito, a milhões de alunos. 
Um dos pioneiros, Salman Khan da Khan Academy, veio mostrar, já em 2006, como se podiam levar os melhores conteúdos a todas as partes do mundo. Neste momento já dispõe de 4000 mini-cursos com 240 milhões de visualizações. Bem-vindo à era dos MOOC: Massive Open Online Courses.
Em vez de pagarem propinas, que podem chegar aos 50 000 euros anuais, com a plataforma Coursera, desenvolvida pela Universidade de Stanford, qualquer pessoa pode aceder aos melhores especialistas do mundo, de graça. Só para esta plataforma os números são impressionantes: 2.7 milhões de alunos inscritos em menos de um ano. Outras plataformas também muito conhecidas são a Udacity e a EdX do MIT.
A maioria das ofertas destas plataformas são adaptações de cursos já existentes, embora existam outros modelos, como o Udemy ou a Lynda, que trabalham componentes de formação específicas para áreas técnicas, como design, programação e digital marketing. Neste caso são conteúdos feitos à medida e perfeitamente adaptados ao canal de distribuição online. No ensino há três componentes importantes: a qualidade dos conteúdos, a interacção com o professor e interacção entre alunos. A parte mais complexa nos MOOC é a interacção entre alunos e professor - claramente o elemento menos escalável. Mas existem algumas plataformas com soluções interessantes como a Grockit, onde os alunos podem desenvolver tarefas colaborativas e recorrer a tutores (pagos).
Os MOOC apresentam a possibilidade de disromper o ensino, mas existem alguns desafios. Os modelos de avaliação são imperfeitos, especialmente em temas não técnicos, e a autoria das respostas dos alunos é difícil de validar. Além disso ainda não existem certificações para validar a aprendizagem nestes cursos online – embora o estado da Califórnia se prepare para o fazer.
Não espere que assistir a um MOOC numa semana lhe vai abrir as portas para um trabalho de sonho. Mas certamente que este é um modelo inovador com um grande potencial para melhorar as qualificações de milhões de pessoas e vai de certeza alterar as regras do jogo nas instituições de ensino.
Abertas as matrículas para 58 cursos online grátis MOOCs oferecidos por Miríada X (em castelhano)
Noticia divulgada em Universia Portugal
O projeto Miríada X fomenta a difusão de conhecimento aberto num Espaço Ibero-americano de Educação Superior.
Miríada X, a plataforma de MOOC´s (Massive Open Online Course) que iniciou a sua atividade no passado dia 10 de janeiro oferecendo formação gratuita através de 58 MOOC´s de 18 universidades ibero-americanas, alcançou, graças ao grande trabalho das universidades e docentes envolvidos, marcos importantes em apenas um mês de funcionamento.
Graças ao trabalho dos quase 200 professores e das diferentes equipas docentes das universidades parceiras da rede Universia, já foram iniciados os primeiros 20 cursos, que reúnem mais de 100.00 inscrições. Quase 60.000 alunos começaram a trabalhar nos módulos e nos conteúdos dos cursos.
Se está interessado em ampliar os seus conhecimentos em alguma dos 25 temas disponíveis em Miríada X, entre na plataforma e inscreva-se. Com a Miríada X poderá não apenas realizar um curso online de plataforma gratuita como também poderá partilhar e trocar conhecimento entre os participantes dos cursos. A partilha é um dos valores acrescentados que caracterizam os MOOC’s. 
Nesta plataforma, impulsionada pelo Banco Santander – através da Rede Universia –, pela Telefónica – por meio da Telefónica Learning Service – e com a colaboração da Fundação CSEV - Centro Superior para la Enseñanza Virtual, os utilizadores podem aprender online com os mais de 50 cursos que as universidades ibero-americanas colocam à disposição.
A plataforma está à disposição dos professores das 1.232 universidades ibero-americanas parceiras da rede Universia para a criação e divulgação dos cursos MOOC’s, de forma gratuita. Esse projeto faz parte da missão de difundir o conhecimento em aberto num Espaço Ibero-americano de Educação Superior seguindo os passos de iniciativas previas como o Open Course Ware, que estreou em 2005 na rede Universia.
As informações sobre os 58 MOOC’s da Miríada X podem ser consultadas numa lista de cursos na página www.miriadax.net
Navegue por algumas plataformas de MOOC
edX  
uniMOOC  
Cinferências TED
Video da apresentação de Daphne Kollerno que conjuntamente com Andrew Ng criaram a plataforma Coursera (legendado em português do Brasil)
Peter Norvig (investigador norte-americano, especialista em inteligência artificial e Diretor de Pesquisa da Google) A turma de 100.000 alunos (legendado em português)
Pode encontrar muito mais informação (em inglês) sobre os MOOCs no post deste blog de Mohsen Saadatmand - Investigador em e-learning na Universidade de Helsinquia na Finlândia:
 
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