Aprendizagem ao longo da vida: inquérito à educação e formação de adultos - 2007 PDF Imprimir e-mail
06-Dez-2009

O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou recentemente, num livro de cerca de 200 páginas (ISSN 1647-1946), os resultados do Inquérito à EFA, com o objectivo principal de caracterizar a população portuguesa entre os 18 e 64 anos, na sua relação com a participação em actividades de aprendizagem.
Tendo por base as vertentes abordadas no Inquérito – participação dos adultos em actividades de educação e aprendizagem nos domínios formal, não formal e informal – os resultados do IEFA estruturam-se em 3 grandes domínios: caracterização dos indivíduos face à aprendizagem; impactos que a mesma tem na sua vida; transmissão intergeracional da educação.
Em 2007, 30,9% das pessoas com idade entre os 18 e os 64 anos participaram em, pelo menos, uma actividade de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desenvolveram alguma actividade de educação formal (12,0%) ou não formal (23,1%). No mesmo período, 40,8% realizaram alguma actividade de aprendizagem informal.
Os resultados mostram, em geral, uma elevada participação nos diferentes tipos de educação, formação e aprendizagem dos indivíduos mais jovens, estudantes e activos, mais escolarizados, com competências no domínio das línguas e em TIC, leitores de livros e de jornais.
A proporção de participação em educação formal é muito determinada pela idade, atingindo os valores mais elevados para o escalão etário considerado habitual para a frequência escolar: 49,1% dos indivíduos com idades entre os 18 e os 24 anos participaram em educação formal.
Na educação não formal e na aprendizagem informal, ainda que a participação seja mais expressiva nas pessoas com idade até aos 34 anos, observa-se uma distribuição menos diferenciada entre os vários grupos etários do que na educação formal.
É o nível de escolaridade que se revela determinante na participação em educação, formação e aprendizagem. A evidência estatística de que os indivíduos com níveis de escolaridade mais altos apresentam proporções de participação acima da média é confirmada pela análise dos modelos de probabilidade de participação estimados.
Dos inquiridos que possuem escolaridade superior, 65% estiveram envolvidos em actividades de aprendizagem ao longo da vida e 71,4% em aprendizagem informal. Por comparação com os indivíduos que não têm qualquer escolaridade, a probabilidade de quem tem escolaridade superior participar em aprendizagem ao longo da vida e em aprendizagem informal é superior em 78,3 pontos percentuais (p.p.) e em 56,1 p.p., respectivamente.
Para as actividades de educação não formal, utilizando o mesmo grupo de referência, a probabilidade de realizar actividades de educação não formal é superior em 24,8 p.p. se o indivíduo for estudante, em 19,7 p.p. se for empregado e em 12,2 p.p. se for desempregado.
Ao conhecimento de outras línguas, para além da língua materna, associam-se proporções de participação em actividades de educação, formação e aprendizagem mais elevadas. A passagem para níveis de competências TIC mais elevados faz-se acompanhar por um aumento da proporção de participantes em todas as vertentes da aprendizagem.
Em 2007, aproximadamente metade da população com idade entre os 18 e os 64 anos – 48,2% - não participou em qualquer actividade de aprendizagem (48,8% homens e 47,7% mulheres). Não participaram 23,7% dos jovens entre 18 e 24 anos e 69,8% das pessoas entre 55 e 64 anos. Dos indivíduos cujo nível de escolaridade não ultrapassa o 3º ciclo, 60,7% não participam em actividades de aprendizagem; para quem possui o nível secundário/pós-secundário, a proporção de não participação é de 23,2% e de 14,4% para os que atingiram o nível de ensino superior.
Analisando globalmente as transições do desemprego para o emprego, é à participação em educação não formal que se associa a mais alta taxa de transição (50,6%), o que compara com 30,9% dos participantes em aprendizagem informal e com 16,3% em educação formal.
À participação em actividades de aprendizagem ao longo da vida e em aprendizagem informal está associada uma variação positiva nos rendimentos do trabalho. Os resultados desta análise para a educação formal evidenciam a forte associação estatística entre o nível de escolaridade e os rendimentos do trabalho: quanto maior a educação formal do indivíduo, maior o seu rendimento: a variação no rendimento é de 8% para o nível de escolaridade básica de 1º ciclo (quando comparado com não ter completado qualquer nível de escolaridade), aumentando até 55,1% para o ensino superior (quando comparado com o nível de ensino secundário). A educação permite aceder a profissões e a empresas com melhores remunerações.
Por outro lado, quanto maior a escolaridade dos pais, maior será a escolaridade dos filhos. Confirma-se a hipótese de existir transmissão intergeracional da educação, no sentido de uma forte associação entre a educação dos pais e a dos filhos.

Página do INE com o PDF da publicação

Ficha técnica
Título
Aprendizagem ao Longo da Vida - Inquérito à Educação e Formação de Adultos 2007
Ano de edição: 2009
Editor
Instituto Nacional de Estatística, I.P.
Av. António José de Almeida
1000-043 Lisboa
Portugal
Telefone: 21 842 61 00
Fax: 21 844 04 01
Tiragem
600 exemplares
ISSN 1647-1946
ISBN 978-989-25-0008-9
Depósito Legal nº 288625/09
Preço: € 19.00 (IVA incluído)
www.ine.pt 

 
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