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Educação de Adultos - Nunca é tarde para aprender Em 23 de Outubro, a Comissão Europeia adoptou uma Comunicação (disponível em 3 línguas: alemão, inglês e francês ) que convida os Estados-Membros a promoverem a Educação de Adultos por toda a Europa. As pressões da mudança demográfica, a globalização e a emergência de países recentemente industrializados e muito competitivos significam que é necessário inserir definitivamente a Educação de Adultos na agenda política.
Para isso, a Comissão vai colaborar com os Estados-Membros no sentido de se produzir conjuntamente um Plano de Acção para a Educação de Adultos em 2007. O objectivo é apoiar uma Educação de Adultos europeia, com informação de elevada qualidade, sistemas de aconselhamento e avaliação, conteúdos pedagógicos e dispositivos educacionais de excelente nível.Comentando esta Comunicação, Ján Figel, o Comissário Europeu para a Educação, Cultura e Multilinguismo, afirmou: “A Educação de Adultos é vital para garantir aos europeus empregabilidade e mobilidade permanentes no actual mercado de trabalho. Para além dos benefícios pessoais que lhes traz, em termos de desenvolvimento e realização, a Educação de Adultos também ajuda a evitar os problemas da persistente exclusão social, que são muitas vezes o efeito de as pessoas só possuírem as competências básicas.” A importância da Educação de Adultos tem sido gradualmente reconhecida pelos Estados-Membros, sendo hoje considerada como um elemento crucial da “aprendizagem ao longo da vida”, a estratégia abrangente que sublinha o facto de a aprendizagem não poder parar quando se termina a escola ou a universidade. Contudo, salvo raras excepções, a concretização da Educação de Adultos continua a revelar um ritmo insatisfatório. A participação das pessoas adultas em actividades de “aprendizagem ao longo da vida” varia enormemente de país para país e é ainda demasiado baixa em vários Estados-Membros. Para mais, em alguns países, os sistemas de educação e formação estão ainda excessivamente centrados nos públicos jovens. A Educação de Adultos não obteve ainda o reconhecimento que merece em termos de visibilidade, prioridade política e recursos. Por isso, a Comissão vai insistir junto dos Estados-Membros para que assegurem um sistema de Educação de Adultos eficiente, que se integre efectivamente nas respectivas políticas nacionais de aprendizagem ao longo da vida. Para colaborar com este processo, a Comissão propõe lançar um Plano de Acção para a Educação de Adultos em 2007. Este Plano de Acção, que será elaborado em concertação com os Estados-Membros, deverá tomar em consideração os 5 grandes desafios da Educação de Adultos: 1.Eliminar as barreiras à participação. A participação das pessoas adultas continua a ser limitada e desequilibrada, pois são os menos escolarizados, os mais idosos, os residentes em áreas rurais e as pessoas com deficiência que, em regra, menos participam. Os Estados-Membros devem introduzir sistemas de aconselhamento e informação de grande qualidade, e ainda incentivos financeiros específicos para pessoas adultas e dispositivos de apoio às parcerias locais. 2.Assegurar a qualidade da Educação de Adultos. Ofertas educativas de baixa qualidade levam a resultados de aprendizagem igualmente de baixa qualidade. Para garantir a qualidade da Educação de Adultos, é necessário dar uma atenção muito particular às diferentes dimensões da qualidade, especialmente à formação dos agentes, dispositivos de gestão da qualidade, metodologias e materiais. 3.Introduzir sistemas que reconheçam e validem os resultados das aprendizagens. Estes sistemas são essenciais para motivar os adultos a participarem na aprendizagem ao longo da vida. Convidam-se os Estados-Membros a integrar estes sistemas nos seus Quadros Nacionais de Qualificação, no âmbito do Quadro Europeu de Qualificação. 4.Investir na população idosa e nos imigrantes. Os Estados-Membros devem investir nas pessoas mais idosas e nos imigrantes, através de actividades de educação e formação que responda às necessidades dos aprendentes, elevando ao mesmo tempo o nível de consciência das populações relativamente ao papel importante dos imigrantes e dos mais idosos, na sociedade e na economia europeias. Em especial, a imigração deve ser vista como um factor de correcção ao envelhecimento da população europeia e à carência de competências em determinados sectores. A Educação de Adultos tem um papel chave a desempenhar no apoio a dar à integração dos imigrantes na sociedade e na economia. 5.Estar em posição de medir os progressos. Dados fiáveis, com indicadores e referentes (“benchmarks”) adequados, são essenciais para a definição de uma política assente em provas concretas. Infelizmente, em Educação de Adultos, a disponibilidade de dados é bastante limitada, até porque muitas das entidades promotoras e formadoras se encontram fora do sector público. A qualidade e comparabilidade dos dados terão que ser continuamente melhoradas. E são precisos mais estudos e acções de monitoragem sobre os benefícios da Educação de Adultos e sobre os obstáculos ao acesso. Se os dados relevantes continuarem a estar indisponíveis, os Estados-Membros devem começar a contratar recolhas de dados e estudos especializados. http://ec.europa.eu/education/policies/lll/adultcom_en.html http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/site/en/com/2006/com2006_0614en01.pdf http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/site/fr/com/2006/com2006_0614fr01.pdf |
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