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O Nº 2 da SÍSIFO é dedicado à formação de adultos SÍSIFO é a revista digital da Unidade de I&D; de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. O nº 2, de Janeiro-Abril 2007 é dedicado à Formação de Adultos: Políticas e Práticas. Sísifo evoca o drama do condenado a empurrar uma carga pesada até ao alto da colina, para que ela rebole de novo até ao sopé e o obrigue, eternamente, a fazer e refazer esse penoso percurso. “SÍSIFO” é também o título escolhido para a revista da Unidade de I&D; de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, que é publicada sob a direcção de Rui Canário e Jorge Ramos do Ó. O nº 2, de Janeiro-Abril 2007 é dedicado à Formação de Adultos: Políticas e Práticas e pode consultar-se no sítio web:
http://sisifo.fpce.ul.pt/?r=9 É uma consulta que, sem dúvida, se recomenda vivamente a quem trabalha nestas matérias, seja formador ou docente, investigador ou aluno. O conteúdo deste número trata de problemáticas bem actuais e fulcrais e oferece perspectivas e interpelações sempre estimulantes e por vezes polémicas. O primeiro artigo,“Reconhecimento e Validação das Aprendizagens Experienciais. Uma problemática educativa”, da autoria de Ana Luísa de Oliveira Pires, contém uma análise muito clara e profunda sobre este processo, que hoje se encontra no cerne da política pública de educação e formação de adultos, sublinhando a sua dimensão eminentemente educativa e alertando para riscos de deriva para, por um lado, uma avaliação tradicional e, por outro, “o enfoque excessivo no produto final (diploma, certificado, crédito)”. Este trabalho, de natureza teórica, está muito bem complementado com o artigo seguinte, de Cármen Cavaco, elaborado a partir de informações recolhidas em 3 CRVCC, que vê o trabalho dos profissionais e formadores destes Centros condicionado por uma tensão permanente entre duas lógicas: “avaliação humanista” e “avaliação instrumental”. A “empregabilidade”, um conceito chave no discurso político actual em matéria de educação e formação, é objecto de dois textos de grande acutilância e oportunidade: “Empregabilidade, contextos de trabalho e funcionamento do mercado de trabalho em Portugal”, de António José Almeida; “E se a melhoria da empregabilidade dos jovens escondesse novas formas de desigualdade social?”, de Natália Alves. O primeiro aponta, entre outras coisas, para a responsabilidade das empresas em se transformarem em “organizações qualificantes” e, sobretudo, para a contradição, em Portugal, entre políticas governamentais voluntaristas de promoção da oferta de educação e formação e a predominância das empresas que assentam a sua competitividade na mão-de-obra barata e intensiva. A segunda, entre outras constatações relevantes, vê nos novos percursos de “educação orientada para o trabalho (...) algo que se destina aos que não possuem as competências cognitivas que lhes permita seguir um curriculum “normal” e que são, na sua quase totalidade, oriundos das classes populares e das minorias étnico-culturais”. Uma situação que acaba por reproduzir as desigualdades sociais e por desqualificar a própria representação de “trabalho”. O Brasil tem direito a dois textos: um artigo, de Sónia Maria Rummert, sobre “A Educação de jovens e adultos trabalhadores brasileiros no século XXI” e uma recensão de leitura feita por Rui Canário ao livro de Vanilda Paiva, “Paulo Freire e o nacionalismo desenvolvimentista”, cuja primeira edição remonta a 1980. Para completar um conjunto de trabalhos de grande qualidade e pertinência, Susana Pereira da Silva apresenta as bases da sua investigação sobre pessoas sem-abrigo (“Métodos de produção de narrativas biográficas”) e é ainda incluído o texto base de uma conferência de Pierre Caspar, proferida na FPCE, em 4 de Novembro de 2005, “Ser formador nos dias que correm. Novos actores, novos espaços, novos tempos”. |
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