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Um currículo largo e flexível é essencial para os adultos
O Instituto Nacional para a Educação Permanente dos Adultos (NIACE), no Reino Unido, publicou, a 1 de Novembro de 2005, um documento de debate sobre conteúdos curriculares. “Keeping the Options Open” (Manter as opções em aberto), da autoria de Veronica McGivney, Investigadora-Principal no NIACE, sintetiza as preocupações actuais de muita gente que trabalha na educação de adultos.

Uma grande preocupação resulta da forma como o currículo está a ser distorcido e afunilado por pressões para se atingirem metas específicas, especialmente as que decorrem das prioridades do governo, tais como “Skills for Life” (Competências para a Vida) e o diploma de Nível 2. Embora estas prioridades tenham conduzido a resultados notáveis – com a ajuda de investimentos governamentais maciços – o documento defende que as metas correntes e as alterações no financiamento poderão ser prejudiciais, não só ao incremento e à diversificação das oportunidades de aprender, como também à finalidade de se alargar a participação.

Por exemplo, as entidades formadoras no “Skills for Life” sentem-se em geral forçadas a seleccionar os alunos que ofereçam maior probabilidade de atingirem o nível exigido de qualificação, e não os que possuem os níveis mais baixos de escolaridade e que são normalmente excluídos. Propinas mais elevadas para a educação de adultos e comunitária, assim como a extinção de cursos muito procurados que serviam de “trampolim” para o regresso aos estudos, também terão um impacto negativo sobre a possibilidade de obtenção da meta almejada – o Nível 2.
Veronica McGivney declarou que o seu trabalho analisa os preconceitos sobre “utilidade” que estão latentes nas prioridades políticas actuais. E também sugere que a forma mais eficaz de se atingirem as prioridades e metas nacionais passa por se oferecer um currículo vasto e flexível, que responda aos diferentes interesses e necessidades dos adultos e não a finalidades e exigências externas.
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(in EAEA New, Novembro 2005)