Terminou na sexta-feira (04/12) a CONFINTEA VI PDF Imprimir e-mail
08-Dez-2009
Terminou na sexta-feira (04/12), em Belém do Pará (Brasil), a Sexta Conferência Internacional de Educação de Adultos - CONFINTEA VI, com a participação de delegações de mais de 160 países. O saldo final registou 1 150 participantes, dos quais 50 ministros e vice-ministros de Educação, e mais 63 expositores. O documento final foi fechado, depois de muita discussão, e aprovado na sessão de encerramento.
Paul Bélanger (na foto), Presidente do Conselho Internacional para a Educação de Adultos (ICAE), discursou no último dia da CONFINTEA VI. Iniciou a sua comunicação, dizendo que a sociedade civil está preocupada com os lentos progressos da educação de adultos no mundo e que é necessário dar um decisivo passo em frente.

As situações de conflito no planeta – e lembrou os recentes massacres na Nova Guiné e na Somália – demonstram que a educação de adultos para a paz é um instrumento essencial.
Porquê a urgência na acção? Bélanger enumerou 5 motivos chave:
- Não se podem alcançar os MDG sem educação de adultos. A prevenção da SIDA, por exemplo, não pode ser conseguida sem educação de adultos.
- Num mundo afectado por crises múltiplas, a formação da força de trabalho é um instrumento essencial para as resolver.
- A educação de jovens e adultos é um direito humano, porque permite o usufruto de todos os outros direitos.
- Não estamos em posição de esperar mais 35 anos, até que a CONFINTEA IX constate reais mudanças. Precisamos delas agora.
- É também uma questão de produtividade. A sociedade civil não deve envergonhar-se de debater a produtividade, mas esta não é apenas material, é também intelectual e social. Não podemos ser produtivos sem a participação activa de todas as mulheres e de todos os homens.
Paul Bélanger também se referiu ao financiamento e disse que não via como seja possível falar deste tema sem aludir a números. Alguns países não quiseram debater números, mas estes são imprescindíveis para se definirem metas claras que correspondam a compromissos públicos firmes.
É necessário mobilizar todos os actores: governos, sector privado, associações de formandos e, obviamente, organizações da sociedade civil. Lembrou ainda que, nos próximos dias, a Humanidade vai decidir como tomar conta do planeta onde todos vivemos, durante a Cimeira das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, em Copenhaga. “O planeta não sobreviverá se não for um planeta centrado na educação”, afirmou e apelou à revisão dos orçamentos militares a favor dos investimentos em educação. “Temos que andar para a frente. Isto é como guiar uma bicicleta: se paramos agora de rodar, perderemos o equilíbrio”, disse a concluir.

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Opinião
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Licínio Lima

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