A Educação de Adultos é uma das melhores vias para evitar a exclusão social PDF Imprimir e-mail
03-Jan-2010
Um estudo sobre intervenções para prevenir a solidão (Fokkema & Van Tilburg, 2006) revelou que existem poucas intervenções que combatam eficazmente a exclusão social. De Greef (2009), contudo, indica que existe realmente uma forma de prevenir a exclusão social, a saber, a educação de adultos. O seu estudo revela que, após 15 sessões de um dado curso, 44,2% dos participantes já tinham saído do isolamento social ou viviam de forma menos isolada. Mas quando é que a educação de adultos pode ser de facto a solução Eureka para a exclusão social?

O problema da exclusão ocupa uma posição elevada na agenda política. Quase todas as autarquias locais na Holanda colocam a prevenção da solidão (especialmente entre os mais idosos) nos primeiros lugares da agenda política. Um estudo sobre as necessidades dos idosos em vários municípios revela que a prevenção da solidão se encontra sempre entre as cinco acções prioritárias nas políticas para a 3ª idade. Os poderes locais procuram cada vez mais encontrar formas eficientes e económicas, mas duradouras, para lidar com a solidão. Procuram evitar que as pessoas vivam, e na pior das hipóteses morram, em solidão. As pessoas com menos oportunidades de desenvolvimento próprio e de se encontrarem com outras são também as que mais rapidamente revelam problemas físicos e se inserem mais cedo em sistemas de cuidados continuados.
A educação de adultos assegura que as pessoas se mantenham envolvidas na sociedade e na relação com os outros. Mas porquê? A força da educação de adultos é enriquecer os conhecimentos e os contactos entre as pessoas. Os participantes em cursos de formação ou educação de adultos, em particular os de educação não-formal, têm a sorte de continuarem a desenvolver-se e de se manterem a par dos desenvolvimentos na sociedade. Face à individualização da sociedade actual, a educação de adultos é ainda, e na maioria dos casos, uma actividade especificamente de grupo. Pessoas encontram pessoas, ajudam-se umas às outras e, geralmente, continuam a encontrar-se e a apoiar-se sempre que possível e já fora dos cursos.
Um projecto exemplar é o círculo de estudo constituído por pessoas idosas. São grupos locais em que as pessoas idosas decidem o que querem estudar e como querem aprender. A maior parte dos grupos tornaram-se auto-suficientes e os participantes ficaram amigos, o que reduziu o seu isolamento social.
O estudo “Learning for Life” (Aprender para viver) de De Greef (2009) mostra que existem dois factores de sucesso para se completar um itinerário de aprendizagem: autogestão e transferência. E ambos estão presentes no círculo de estudo. Em primeiro lugar, há campo para a autogestão; os conteúdos são decididos de forma interactiva pelos participantes, assim como a forma como serão tratados e aprendidos. O grupo pode gerir todo o seu processo de aprendizagem e avaliar se foi ou não bem sucedido.
Além disso, o grupo exerce uma função social. Os participantes determinam colectivamente o que, na prática, cada um significa para os demais. Existe campo para se adaptar o que se aprende à realidade de cada pessoa. Os participantes apoiam-se mutuamente para aplicarem, o melhor possível, as aprendizagens nas práticas respectivas. Graças a estes factores, o círculo de estudo é uma história de sucesso e a educação de adultos pode realmente ser a solução Eureka para prevenir a exclusão social, nomeadamente entre as pessoas idosas.
Além do mais, trata-se de actividades muito menos onerosas do que as que relevam dos sistemas de acção social.
Contudo, há que assegurar uma interpretação correcta de educação. Segundo De Greef, é indispensável que ocorram a autogestão e a transferência. Para isso, é necessário considerar cada grupo, as suas aspirações e oportunidades, com vista a optimizar a vida quotidiana. Se tal for possível num grupo onde as pessoas podem enriquecer os seus conhecimentos, competências e posições, então poderá falar-se da força da educação de adultos na prevenção da exclusão social.

Para mais informação sobre este estudo e eventual apoio no campo da educação para adultos vulneráveis, contactar Dr. Maurice De Greef (0031 (0) 263846252 / Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail .
O dossier “Learning for Life” encontra-se disponível em www.spectrum-gelderland.nl
Este dossier contém toda a informação necessária, assim como materiais, para facilitar e concretizar uma educação de adultos adequada a adultos vulneráveis.

In InfoNet.

      

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