Que fazer? PDF Imprimir e-mail
13-Out-2011
Vivemos uma situação difícil, mas como consideramos que é importante não desistir, sintetizámos neste pequeno texto a situação da Associação “O Direito de Aprender” e da revista “Aprender ao Longo da Vida”. Pedimos a todos que nos enviem sugestões e, se a isso se sentirem motivados, que tipo de apoio estariam disponíveis a dar para dinamizarmos este projecto.

Que fazer?
A Associação O Direito de Aprender tem vindo a publicar, ao longo destes últimos sete anos, com uma periodicidade irregular, a Revista Aprender ao Longo da Vida.
Quando, em Dezembro de 2010, publicámos o Nº 13 da Aprender começámos logo a planear os próximos números que seriam publicados em 2011. Os temas dos dossiers ficaram assim estabelecidos:

Nº 14 – Educação de adultos nas prisões. A educação nas prisões deve ajustar-se a este contexto muito particular, mas igualmente encontrar-se em sintonia com as práticas e os princípios da educação de adultos que se desenvolvem na sociedade em geral, sobretudo no sector não-formal.

Nª 15 – Gerações de Formadores de Adultos. As funções relacionadas com a transmissão e facilitação de saberes alteram-se em função da evolução das sociedades. Que trocas de saberes e posturas poderão ocorrer entre duas gerações de formadores?

Nª 16 – O Voluntariado – O ano 2011 é o Ano Europeu das Actividades de Voluntariado. A Revista “Aprender ao Longo da Vida” pretende abordar este tema numa perspectiva de aprendizagem. Como se aprende fazendo Voluntariado?

Só é possível pôr de pé uma Revista como a nossa quando existem patrocínios. Nunca foi fácil angariar apoios para viabilizar a sua produção.
Nos últimos três anos a Associação estabeleceu um protocolo com a Agência Nacional para a Qualificação – ANQ no qual este organismo se comprometia a adquirir exemplares da Revista que eram distribuídas por todos os Centos Novas Oportunidades e entidades que promoviam cursos EFA.
Este protocolo, não sendo suficiente para cobrir as despesas da produção da Revista, era uma base de apoio muito importante.
No início do 2011 os procedimentos administrativos que são necessários para a concretização do protocolo iniciaram-se. Começamos a planear o Nº 14. No entanto, estamos em finais de Setembro e, até ao momento, nunca chegou essa viabilização por parte do Ministério das Finanças.

Tivesse a nossa Associação um forte movimento associativo ou existisse uma Sociedade Civil que apoiasse as nossas iniciativas e tudo seria mais fácil, mas a realidade revela-nos que, apesar de as pessoas se solidarizarem com a Associação “O direito de Aprender”, há uma falta de cultura de comprometimento e de envolvimento com o projecto, o que acaba por revelar-se uma fragilidade da nossa Associação.
Ao longo destes anos temos tentado, sistematicamente, o apoio da Sociedade Civil, o que só muito pontualmente se tem materializado.
A primeira questão que se nos coloca é saber se faz sentido mantermos a Associação e continuar a desenvolver esforços para a continuação da Revista.
Quando nos finais de 2002, a ANEFA dá origem à DGFV, a publicação da Revista S@ber+ é interrompida. Algumas pessoas que estiveram ligadas à S@ber+, confrontadas com a sua interrupção, pensaram em alternativas para dar continuidade a uma publicação semelhante. Perante um cenário da não viabilidade comercial de uma revista destinada a um “nicho” tão restrito, surgiu como única alternativa a criação de uma Associação sem fins lucrativos que pudesse sustentar a edição da Revista.
O principal objectivo da Aprender foi sempre o de divulgar experiências que pudessem contribuir para uma disseminação de boas práticas e ser um elo de ligação entre a comunidade da Educação de Adultos.
Achamos ter cumprido esse objectivo ao longo dos sete anos da nossa existência. E nada melhor que as palavras de Alan Tuckett, actual Presidente do Conselho Internacional de Educação de Adultos (ICAE), sobre a importância de haver um Associação que tenha viva esta ideia: ”Por mais bem formado que estejas, se não reflectires sobre as tuas práticas, se não trabalhares de uma forma dialógica com as pessoas, se não te abrires à mudança, se não tiveres consciência das tuas fragilidades, e também das tuas forças, não podes ser um verdadeiro educador, porque a educação é diálogo, é pensar e descobrir conjuntamente”.

Com a crise económica que se abateu sobre o nosso país e particularmente com a redução de gastos por parte do Estado que, até agora, tem sido indiscutivelmente o nosso principal apoiante, que caminho nos resta? Desistir?
Mais uma vez recorremos a Alan Tuckett: “Os adultos merecem e precisam de alguém que saiba traduzir as suas necessidades, para que os políticos as compreendam. É o que tenho tentado fazer. Mas só se ganha durante um curto período. É como estarmos a subir numa escada rolante que desce. Por vezes, sentimos que vamos um pouco à frente e de repente vemos que já andamos atrás de onde estávamos antes… Há que continuar a combater, vezes sem conta, a mesma batalha”.
Não vamos desistir! Continuamos preparados para iniciar a elaboração do décimo quarto número! Mas é importante que todos os que nos lêem ajudem a concretizar este projecto. Contamos consigo!

Fortalecimento e rejuvenescimento da Associação
A Associação O Direito de Aprender sempre foi um movimento de pessoas que visa o desenvolvimento da educação/formação de adultos, dando visibilidade das boas práticas e possibilitar o debate e a identificação de problemas, analisando e propondo estratégias e que ao longo destes anos tentou cumprir estes objectivos com a publicação da revista Aprender ao Longo da Vida, da manutenção do site www.direitodeaprender.com.pt e com a realização do Encontro EFA que decorreu na Fundação Gulbenkian em Dezembro de 2005.
O nosso principal objectivo a curto prazo será de ultrapassar esta fase de crise económica que o país vive e mostrar que continuamos a existir publicando um novo número da revista o mais breve possível.
Julgamos que seria viável concretizar rapidamente este número, já que ele se encontra praticamente planeado e por considerarmos que o tema (Educação de Adultos nas Prisões) poderá suscitar interesse não só junto das pessoas ligadas directamente à Educação e Formação de Adultos mas também a um destinatário muito mais vasto.
Concretizado este primeiro passo seria bom para a Associação que desenvolvesse e concretizasse os seguintes projectos:
– Permitir que a Revista Aprender ao Longo da Vida tenha uma maior regularidade e que possa chegar a mais pessoas que se preocupam com a Educação de Adultos em Portugal.
– Organizar mais “Encontros de Educação e Formação de Adultos”, na sequência do que organizou em 2005, na Gulbenkian.
– Promover, à semelhança do que acontece em muitos países, a Semana da Educação de Adultos, com vista a trazer este tema para o debate público com o apoio de todos os meios de comunicação.
Mas para este projectos se concretizarem era importante que algo mudasse na Associação.
Era fundamental que alguns associados se comprometessem na criação de uma nova Direcção para enfrentar os novos desafios desta Associação.
Temos centena e meia de associados espalhados por todo o país mas o seu envolvimento activo na associação é muito reduzido. Seria necessário um rejuvenescimento da Direcção da Associação para que ela possa aproveitar o caminho percorrido no esforço desenvolvido pela Associação para que em Portugal exista uma educação/formação de pessoas adultas que possibilite que todos os portugueses tenham uma maior consciência cívica e possam construir uma sociedade cada vez melhor.
Quem pretender envolver-se neste desafio contacte-nos para:
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Indicando-nos o contacto (mail e telefone) dando-nos sugestões para dinamizarmos este projecto e dizendo-nos que tipo de apoio estariam disponíveis a dar.

» 2 Comentários
2"Continuar a batalhar"
em Terça, 18 de Outubro de 2011 15:27por Rossana Barros
Olá amigos e amigas como eu, da EA portuguesa. 
Pois é... também já me tinha ocorrido que tudo isto assenta em muito poucos... 
Mas, tenho que vos dizer que estes poucos são uma foça viva da natureza... 
Li o texto com atenção. Sinto bem o que lá se diz. Vou pensar sobre isso, com seriedade, talvez possa dar algum contributo mais concreto: não este ano, mas a partir do próximo... 
Iremos falando. 
Para já fica o meu bem-haja, 
e um abraço amigo. 
Rosanna.
1"Olá!"
em Segunda, 17 de Outubro de 2011 22:43por Elsa Gonçalves
Recebi a Newsletter nº 10. Foi a primeira que recebi. 
Conheço muito pouco desta associação. Fiz uma breve pesquisa e ganhei algum carinho pelo projecto. 
Gostava de colaborar e é nesse sentido que envio este mail. Contudo 
não sei bem como fazê-lo.  
Numa breve busca no não encontrei a associação nem a 
revista com página. Se se adequar ao conceito pensado, poderá ser 
uma boa forma de divulgar. Apesar de não resolver imediatamente o 
problema do financiamento... 
 
Até breve,
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