Educação Aberta 2030 PDF Imprimir e-mail
25-Jun-2013
Educação Aberta 2030O Instituto de Prospectiva Tecnológica (IPTS) - um dos sete Institutos de Investigação do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia - criou um espaço para o desenvolvimento de visões sobre o futuro da Educação Aberta na Europa e lançou um desafio a educadores, especialistas e outras pessoas interessadas em apresentar, num máximo de 5 páginas, cenários do que imaginam poder ser a Educação Aberta em 2030. Uma das áreas foi a Aprendizagem ao Longo da Vida, e surgiram 16 estudos, todos eles, bastante diversificados, não só no estilo e abordagem, como também no seu teor.

Os Recursos Educativos Abertos (REA) e Práticas Educativas Abertas (REP) tornaram-se recentemente temas quentes, não só para investigadores em educação, mas também para os decisores políticos na Europa e outras partes do mundo. Há um consenso geral de que esta abertura tem o potencial de ampliar o acesso à educação, e também de melhorar a qualidade de ensinar e aprender assim como do custo-eficiência.
O projeto do IPTS – Open Educational Resources and Practices in Europe (OEREU) – tem como objetivo fornecer orientações sobre como pode ser promovido o envolvimento com os REA na educação e que medidas devem ser tomadas para desenvolver, implementar e usar os REA para a melhoria da qualidade, eficiência, equidade e inovação na educação europeia.

Neste contexto, a fim de investigar possíveis cenários para o futuro, o IPTS lançou um apelo para envio de artigos que apresentassem cenários de como poderá ser a Educação Aberta em 2030 na Europa, com um foco principal nos Recursos e Práticas Educativas Abertas. Para tal convidaram especialistas, profissionais, educadores e outras pessoas interessadas em desenvolver, num máximo de 5 páginas, visões sobre o que poderá ser a Educação Aberta em 2030 para cada um dos três setores de ensino: Aprendizagem ao Longo da Vida, Ensino Superior e Educação Escolar.
Desse desafio receberam 16 estudos e uma comissão de seleção escolheu seis contribuições para estarem presentes no primeiro de uma série de três workshops prospectivos sobre Educação Aberta 2030 que decorreram em Sevilha, no passado mês de Abril.

A comissão considerou que cada trabalho é diferente na forma, foco, conteúdo e estilo, mas que todos eles levantam questões importantes quando se pensa em "abrir" a educação. 
As 16 contribuições estão agora disponíveis na Net, num documento único. A seguir apresentamos só o resumo dos seis estudos 'vencedores":
- David Broster argumenta que precisamos urgentemente de um novo tipo de conhecimento e uma gestão personalizada de ferramentas de aprendizagem para nos ajudar a navegar na direção das nossas futuras competências. É um trabalho engenhoso e criativo da escrita que usa uma entrevista fictícia, no ano de 2030, a um especialista para descrever o percurso que nos espera, com todas as suas oportunidades e desafios.

- De acordo com Stéphane Canonne em 2030, os Recursos Educativos Abertos irão contribuir para a cultura de aprendizagem individual baseada nas capacidades e competências demonstradas. Propõe um modelo interessante para uma cultura de aprendizagem ao longo da vida, em 2030.

- A visão desenvolvida por Isobel Falconer, Allison Littlejohn e Lou McGill, prevê que, em 2030, a aprendizagem é feita à medida para os indivíduos e controlada pelos próprios à medida que ampliam os seus conhecimentos, movendo-se fluidamente entre contextos de aprendizagem, interagindo com os outros. Este artigo fornece uma visão muito completa, que se baseia numa gama de diferentes argumentos e fontes científicas para chegar a uma proposta coerente e conceptualmente nova.

- Norman Jackson argumenta que um 'UE Prémio Desenvolvimento de vida' de elevado estatuto incentivará, apoiará e reconhecerá a natureza pessoal, colaborativa e informal da aprendizagem.

- Brian Mulligan argumenta que "embora Recursos e Práticas Educativas Abertas, e outras inovações contêm um enorme potencial para transformar a aprendizagem ao longo da vida, existem barreiras regulatórias desnecessárias, e que a Avaliação Baseada em Competências é a chave para remover essas barreiras e desencadear uma onda de inovação. 

- De acordo com Katerina Zourou libertar a componente dinâmica e social da REA será a força motriz da futura Educação Aberta, de tal forma que a Educação Aberta ajustar-se-á às verdadeiras necessidades de ensino e aprendizagem e terá a participação social como sua pedra fundamental. Este é um artigo que destaca a importância do multilinguismo e da interação social para aproveitar o potencial da REA.


Blog de Open Education 2030 - A joint space for developing visions on the future of Open Education in Europe: http://blogs.ec.europa.eu/openeducation2030/about/

Site do Institute for Prospective Technological Studies (IPTS) em inglês, com algumas partes em espanhol: http://ipts.jrc.ec.europa.eu/
 

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