Entrevista com
Johan Norbeck (Excerto da entrevista)
Johan Norbeck é sueco mas fala português fluentemente.
Levou a ideia das "Folk School" à Tanzânia e a Moçambique.
Hoje, se voltasse a Portugal (onde esteve entre 78/79), não
viria missionar com base nas experiências de outros países.
Preferia tornar-se membro de um grupo de portugueses para discutir
situações e necessidades. Johan Norbeck, que se considera,
acima de tudo, um educador em desenvolvimento popular, aborda igualmente,
na entrevista concedida, o conceito de "Círculo de Estudo".
Entrevista com Carlos Alberto Torres
Carlos Alberto Torres é uma das autoridades mundiais em
teoria sociológica aplicada à sociologia da educação.
Nesta entrevista à Aprender ao Longo da Vida, chama
a atenção para a importância dos movimentos
sociais no futuro da educação de adultos e sobre
a necessidade de saber enfrentar a realidade que é a globalização
do planeta.
Debate sobre o Ensino Recorrente (Excerto do debate)
Para onde vai o ensino recorrente? Que problemas
enfrenta? Qual é o
seu público? Como se articula com os cursos de educação
e formação de adultos (EFA) e os centros de reconhecimento,
validação e certificação de competências
(CRVCC)? A Aprender ao Longo da Vida organizou um debate
sobre estas questões com especialistas e agentes no terreno:
Manuela Malhoa, da Escola da Escola Secundária Marquês
de Pombal, Filomena Gonçalves, da Escola Secundária
Tomás Pelayo, Lisete Matos, da Direcção Regional
de Educação do Centro (Ministério da Educação)
e Jorge Pinto, da ESE de Setúbal
O dossier deste número debruça-se
sobre o papel das Bibliotecas ao serviço das comunidades:
No trabalho que realizámos para este dossier, encontrámos,
por todo o país, um movimento que repensa a utilização
destes espaços, tendo em conta os novos meios (Internet),
os novos públicos (jovens) e as novas estratégias
(espaços de exposição). Mas as próprias
bibliotecas também podem ser reinventadas.
Reportagens:
Uma Biblioteca para todos
Na Biblioteca Municipal de Oeiras, a maior
das três geridas
pelo concelho, entram em média 700 pessoas por dia. O seu
objectivo pode ser consultar um dos 60 mil documentos colocados à disposição,
navegar na Internet, ler jornais ou participar de alguma das suas
actividades. Mas as actividades que a biblioteca desenvolve são
fundamentais para estabelecer uma ligação com a comunidade.
E essas actividades podem ir de reunir famílias para dormir
dentro da biblioteca ( Pijama às Letras ), a convidar
contadores profissionais a narrar histórias de tradição
oral ( Noites de Contos ).
Centro de Recursos em Conhecimento
do CENCAL - Uma referência
na área da cerâmica
Criado em 1985 e dispondo desde logo de uma
biblioteca tradicional, o CENCAL - Centro de Formação Profissional para a
Indústria de Cerâmica das Caldas da Rainha decidiu,
no ano lectivo de 98/99, concorrer à rede de CRC (centro
de recursos em conhecimento). Desde então, além do
seu já de si notável acervo bibliográfico,
passou igualmente a dispor de outros suportes documentais na área
das TIC e do audiovisual, tornando-se um local de frequência
regular para formandos e público em geral.
Onde as aprendizagens são exigentes
Não é fácil, numa grande cidade como é Lisboa,
gerir um novo conceito de biblioteca municipal e adaptá-lo às
necessidades de cada realidade, de cada comunidade, de cada bairro.
Visitámos duas das várias bibliotecas existentes
em Lisboa; a biblioteca Orlando Ribeiro e a biblioteca Museu da
República e Resistência. Elas são, cada uma à sua
maneira, um caso particular, dependendo da realidade em que está implantada
e dos meios que possui.
A biblioteca que deambula (texto completo)
A palavra Bibliambule é a junção de duas
palavras: biblioteca e deambular. "Biblioteca é ela e deambular
sou eu", explica Margarida Guia, uma actriz francesa de 32 anos
a viver habitualmente no Norte de França mas que visita
Portugal pelo menos duas vezes por ano.
Ela puxa uma caixa com rodas que tem dentro
livros e visita os lugares mais inesperados. Na rua, lê livros, oferece poesias.
Não escolhe com quem interage, comunica com as pessoas que
passam e a todas cativa.
Bibliotecas e Aprendizagem ao Longo
da Vida - Universidades
Abertas
O texto de José António Calixto, Director da Biblioteca
Pública de Évora, dá um contributo fundamental
para enquadrar as experiências relatadas nesta edição.
Começa por falar da evolução das bibliotecas
públicas em Portugal ao longo dos últimos dois séculos,
para de seguida se centrar sobre o papel das bibliotecas no apoio à aprendizagem
ao longo da vida e as razões porque elas podem ser um recurso
primordial para aqueles que nelas se envolvem.
Mediateca da CGD: 10 anos de existência
Passaram 10 anos da inauguração da Mediateca da
Caixa Geral de Depósitos que funciona no edifício
sede em Lisboa, no espaço situado no piso -1, sobre a arcada
semicircular que dá acesso ao edifício pela rua do
Arco do Cego.
Reportagem
D-Learning - Aprendizagem democrática e educação
cívica na Europa num processo de aprendizagem ao longo
da vida (texto Completo)
D-learning é a abreviatura de Democracy Learning. É um
projecto de parceria de aprendizagem que visa o desenvolvimento
de uma rede europeia de organizações e de instituições
promotoras da aprendizagem democrática e da educação
cívica em diferentes contextos.
Esta reportagem fala-nos da reunião que decorreu no mês
de Abril em Lisboa com as diversas instituições de
diferentes contextos geográficos que formam a parceria deste
projecto.
E ainda os seguintes artigos:
Einstein e nós
Neste Ano Internacional da Física, instituído pela
Unesco e pelas Nações Unidas, a Aprender ao Longo
da Vida pediu ao Professor do Instituto Superior Técnico
Jorge Dias de Deus que escrevesse um artigo sobre Einstein.
Foi há 100 anos que o trabalho de pesquisa de Albert Einstein
contribuiu decisivamente para a descoberta das duas teorias que
revolucionaram a física: a relatividade e a mecânica
quântica. Como pessoa e como cidadão, Einstein esteve
muito perto do que se pede a todo aquele que segue pelos caminhos
da educação ao longo da vida: foi confiante e solidário,
foi um indivíduo e foi um cidadão.
A Educação de Adultos na bacia mediterrânica
Peter Mayo, Professor da Universidade de Malta,
escreve sobre as realidades na área da educação de adultos
da bacia mediterrânica. O Mediterrâneo é, sob
muitos aspectos, um conceito "construído". Há quem
o defina de uma forma que reflecte uma concepção
colonial e eurocêntrica do mundo. Outros constroem esta região
de uma maneira diferente, atribuindo-lhe características
do que se pode chamar, de um modo geral, o "Sul", termo que denota
marginalidade, tendo este "Sul" sido historicamente tanto um parceiro
como uma vítima da colonização ocidental.
A educação comunitária no processo
de educação ao longo da vida: o método (auto)biográfico
Maria da Conceição Pinto Antunes, da Universidade
do Minho, escreve um artigo que nos ajuda a compreender a importância
do método autobiográfico na formação
dos adultos e a relevância que adquire em projectos de intervenção
educativa junto de populações mais desfavorecidas
culturalmente.
E ainda:
Livros, Internet e Notícias
|