Duas reportagens sobre experiências
de formação:
• A da Câmara Municipal de Albufeira que, sob o lema "Acreditamos
nas Pessoas", pôs de pé um plano de formação
que abrange a totalidade dos seus funcionários.
• No Vale do Lima , onde há muito tempo os Municípios
estão habituados a coordenar as suas acções
de formação. Reunidos numa Associação,
a Valimar, fazem a formação conjunta do seu pessoal
com benefícios quer para os formandos quer para a Região.
E ainda os seguintes artigos:
• Conceição Canavilhas escreve sobre os projectos
de "Formação-Acção" . Este
processo formativo centra-se no desenvolvimento por parte do formando
da capacidade de observação e de análise do
real, no aprender a questionar esse real e no aprender a questionar-se
a si próprio.
• João Paulo Barbosa de Melo faz um balanço
do que foi a formação profissional a nível das
Autarquias e do que será preciso continuar a fazer para melhorar
os níveis de formação dos mais de cem mil funcionários
da Administração Local.
• Alberto Melo fala do Desenvolvimento Local como forma
de envolvimento cívico e solidário e da necessidade
de se realizarem levantamentos e diagnósticos, onde técnicos
e populações trabalhem lado a lado, para elaborar em
seguida Planos de Acção Local, que valorizem todos
os recursos (humanos ou físicos) locais e os saibam combinar
positivamente com os "inputs" oriundos de outras escalas
mais largas: regional, nacional e internacional.
Em entrevista à Aprender ao Longo da Vida , Lídia
Jorge , uma das nossas principais escritoras, fala da importância
da escrita para a pessoa. Para Lídia Jorge, a escrita é um
exercício de organização extraordinário,
de expressão interior e de organização do
silêncio. O escritor faz, na voz de cada um dos seus personagens,
perguntas à vida que cada um de nós sozinho não
faz. Aprende-se escrevendo.
ENTREVISTA
A JOÃO FRANCISCO DE SOUZA (texto
completo).
Este Pernambucano envolvido na educação popular
há mais
de 40 anos é Professor do Programa de Pós-graduação
em educação na Universidade Federal de Pernambuco
e do Departamento de Fundamentos Sócio-Filosóficos
da Educação. O director da revista Fênix fala-nos
de multiculturalidade enquanto convivência de culturas.
Os CURSOS DE
EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE
ADULTOS (CURSOS EFA) (texto completo) iniciaram-se
em 2001 e desde essa data já muitos
adultos beneficiaram deste sistema. Em Guimarães, a associação
Sol do Ave promove desde 1995 formação profissional
e, com o decorrer dos anos, detectou que os formandos obtinham
formação profissional mas sem qualquer certificação
escolar. O que se tornava numa fragilidade, já que alguns
só possuíam o 4º ano de escolaridade. O segredo
para o sucesso destes cursos está na mudança radical
que trouxeram consigo. Para trás deixou-se o método
escolar em que os formadores "davam as matérias",
como era designado, e os formandos iam para casa com um certificado
de aprovação na área específica.
ROSA MADEIRA (texto
completo),
do Departamento de Ciências de Educação
da Universidade de Aveiro analisa o papel do RVC - Reconhecimento
e Validação de Conhecimentos dos cursos EFA - a partir
da apresentação num seminário da experiência
de dois adultos que passaram por estes cursos.
As FOLK SCHOOL (texto
completo) foram
criadas no século passado por Grundtvig.
Actualmente, elas continuam a ter um papel importante nos países
Nórdicos, apesar do seu estatuto diferente. Não conferem
nenhum grau académico ou qualificação formal,
mas apesar disso continuam a ser bastante procuradas por jovens
adultos que já completaram o ensino secundário.
Organizámos uma Mesa Redonda sobre Redes Temáticas
. A constituição destas redes, destinadas a debater
as experiências, os problemas e os conhecimentos obtidos
no desenvolvimento dos projectos EQUAL, tem-se demonstrado um importante
trunfo. Estas verdadeiras Comunidades de Prática permitiram
criar oportunidades de aprofundar problemas e soluções,
tocar experiências e de dar novos contributos. Neste debate
participaram: Maria do Carmo Nunes, Manuel Pimenta, José Manuel
Henriques e Florindo Ramos.
• Reportagem sobre o PédeXumbo . Esta Associação
com sede em Évora foi criada para que mais pessoas tivessem
acesso à música e à dança de uma forma
atractiva.
A dança tradicional que renasceu, no século XX,
por iniciativa de sectores sociais diferentes daqueles que a criaram,
tem a particularidade de fazer nascer entre os dançarinos
um clima de felicidade colectiva e contagiante.
E ainda:
Livros, Internet e Notícias.
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